Eu honestamente adoro assistir os jornais e ler as revistas que editam nessa cidade; as notícias na metrópole são tão vitais que tudo, absolutamente tudo tem espaço com o público.
A diversidade de interesses que proporciona isso. Caralho, afinal de contas você encontra tudo e todos nesse lugar, de punks a lésbicas, de debilóides amantes de Despeche Mode a debilóides que dizem gostar de Despeche Mode porque é “cult”.
Vão pro caralho.
Meu ponto é o seguinte: notícias vendem aqui. Notícias ruíns vendem ainda ainda mais. Todos os dias, segundo os jornais , toda toda “>Segunda é dia de dizer que São Paulo é mais mais “>violenta que o Iraque, toda Quarta é dia-do-Rio: traficantes matam mais um bando de pessoas de uma maneira ainda mais cruel que a semana passada.
Na esfera mais social no entanto, um assunto vem perdendo força, muito estranhamente eu diria. Ninguém mais fala que 90% da juventude urbana não tem empregos. Ninguém menciona quanta gente rouba e mata porque tem tempo livre demais nas mãos.
Eu tenho uma humilde explicação. É porque, só talvez, as pessoas em geral tenham crescido um tantinho de neorônios, e esse tantinho bastou para para perceber que só estão desempregados METADE dessa cidade porque os RHs do país e todo o setor privado são compostos na verdade não de pessoas que trabalham árduo por rezultados, mas por um bando sem fim de grandes filhos da puta.
Exemplo? Abra um site de empregos e procure por todas as mais patéticas, simples funções, de auxiliares de limpeza a office boys, que, racionalmente, seriam vagas oferecidas a pessoas que querem trabalhar começando de um patamar mais elementar. Note que todas elas pedem experiência. Todos Todos “>querem que você tenha “o perfil da empresa”. Todos querem que você, mesmo nunca tendo trabalhado na vida, apesar de apenas ter 18 anos e vir da maioria pobre da cidade, que é em geral em regiões periféricas, querem que você tenha fácil acesso à Berrini, Verbo Divido, Nações Unidas, a puta que os pariu.
Quer dizer, experiência para OFFICE BOY? O cargo que deveria ser o primeiro na vida de um jovem rapaz que quer construir sua carreira dali?
Por isso, se você tem um bom emprego, mora ao lado da marginal e caga na boca da sua namorada por prazer, não me diga. Pegue o RH que te aceitou por ser branco e de classe média e o enfie no cú.
Eu? Quero continuar reclamando e apontando meu dedo.
Porque eu odeio essa cidade tanto que, para desestressar, vou ter de assistir a Marginal da minha janela.